sexta-feira, abril 21, 2006

Eu Acuso!

EU ACUSO!


Em 1894 o oficial francês Alfred Dreyfus, de origem judaica, foi acusado de espionagem a favor da Alemanha, julgado, condenado e deportado para a Ilha do Diabo.
O grande escritor Émile Zola, autor de consagradas obras universais, sensibiliza-se com a enorme injustiça que se perpetrara contra aquele oficial, vítima flagrante do anti-semitismo que grassava à época nas Forças Armadas Francesas.
Gozando de enorme prestígio em sua pátria, Zola articula-se em sua defesa e escreve uma Lettre à la France (Carta à França) endereçada ao Presidente da República daquele país. Tinha como título: J´Accuse! (Eu acuso!).
A conseqüência prática do seu ato foi a mobilização da opinião pública que exigiu do exército, reconsiderar o caso. Novo julgamento realizou-se, desta vez dando crédito ao acusado – Alfred Dreyfus – que foi inocentado e reintegrado.
J´accuse! (Eu acuso!) passou a ser um símbolo da busca pela Justiça e pela Verdade, através da melhor literatura.
Longe de querer igualar (ou sequer reproduzir) a força e a beleza daquela peça literária, ousarei aqui apenas emprestar – por instantes – o modelo de libelo contra a Vergonha e a Corrupção que avassalam o meu país – Brasil. Assim...

Eu acuso!...

Os partidos políticos de oposição, notadamente, o PSDB – Partido da Social Democracia Brasileira e o PFL – Partido da Frente Liberal, de OMISSOS na busca da Justiça, postergando um pedido de impeachment do atual presidente da República – Luis Inácio “Lula” da Silva quando, por muito menos acusações, há alguns anos, defenestrou-se outro presidente: Fernando Collor.
Disseram, os líderes dos partidos, que preferiam tirar “Lula” através do voto, na eleição para presidente, em 2006. Ou tratou-se de um enorme e estúpido erro de avaliação (o que não acredito, visto tratarem-se de “velhas raposas” da política) ou de mais um caso vergonhoso de conivência e conveniência com o estado de podridão institucional perpetrado pelo Partido dos Trabalhadores – PT.
Após ler os argumentos que estes líderes vêm apresentando à Nação, para justificar o “sangramento” de “Lula”, às vésperas da eleição (que eles acreditam poder ganhar e as pesquisas estão mostrando que NÃO), concluo tratar-se mesmo do velho argumento “toma lá, dá cá” ou, esclarecendo melhor, resolveram poupá-lo neste instante, por terem “o rabo preso” – usando um linguajar popularesco.






Pratica-se assim, mais um desserviço à Pátria pois, senhores políticos, a profilaxia é, não apenas desejável, mas imperiosa, quando um mal maior é detectado num organismo sadio.
No caso em pauta, considero o governo “Lula” como um câncer a corromper e infectar todo o corpo saudável da Nação brasileira.
Acredito mesmo ter o Destino (ou seja lá que força maior agiu neste sentido) escolhido este estranho apelido já incorporado ao nome de batismo, prevendo o catastrófico governo que seria gerado, pois a lula é, no reino animal, um molusco invertebrado cefalópode (do grego: com os pés na cabeça) e que tem dez tentáculos, com ventosas.
Tentáculos esses que se introduziram, pouco a pouco nos tecidos e na carne do País para sugar seu sangue e minar suas energias, tornando-o submisso e dependente. Ou seja, pronto para ser consumido.
Este é o perfil em que se encontra hoje o Estado brasileiro: lasso, inerte, indefeso à sanha inescrupulosa da quadrilha em que se transformou (já há vários anos) o Partido dos Trabalhadores – PT.

Eu Acuso!...

A OAB – Ordem dos Advogados do Brasil – entidade que congrega a elite jurídica da Nação, de OMISSÃO. Abrigando em seus quadros vários ex-Ministros da Justiça e de Tribunais Superiores, a OAB tinha a obrigação de acompanhar as averiguações das graves denúncias feitas – desde o início do ano passado – por membros atuantes do legislativo bem como o desenvolvimento das várias CPIs.
E, o que ainda é mais grave: não ter dado, em meados do ano passado, ocasião propícia para a derrubada do líder maior do PT, o devido acolhimento e prosseguimento ao pedido de impeachment, feito pela Conselheira Dra. Elenice Carille tendo, tão somente, criado uma comissão para “estudar” a pertinência do pedido e a conveniência do ato. Os “estudos” se estenderam até os dias de hoje (também, entende-se: vieram as festas de Natal, Ano Novo, Carnaval, que ninguém é de ferro!).
Quem sabe (logo depois dos feriados da Semana Santa) a OAB se reúna e entre com o pedido de impeachment do ”Lula”?
Completamente inadequado à ocasião, pois será apresentado ao povão como uma postura oportunista e eleitoreira das elites, visando a derrubada do “Grande Líder”.

Eu Acuso!...

A CNBB – Comissão Nacional dos Bispos do Brasil, entidade que reúne bispos da Igreja Católica Apostólica Romana, de OMISSÃO.







Estes bispos, quase sempre tão atentos e rígidos no estabelecer e aplicar regras e ordenamentos severos na observância de leis terrenas, canônicas e – a seu critério – até das divinas, deixaram escapar a ocasião de punir – ou, pelo menos criticar – seus fiéis, quando, não só desobedeceram como até tripudiaram sobre elas, ao embrenharem pelas vias tortuosas e abjetas da corrupção.
Isso, sistematicamente, acontecendo já há vários anos, dentro do Partido dos Trabalhadores – PT, que a CNBB, não só ajudou a crescer (talvez na tentativa de recriação tropical do SOLIDARIEDADE polonês, menina-dos-olhos do então papa João Paulo II), como estimulou os fiéis a votarem nele.
Nos dias atuais (vésperas de eleições e até – possível e desgraçadamente – de reeleições de nefastos líderes) a CNBB, timidamente, como é do seu feitio, critica a política ECONÔMICA deste governo corrupto, como se ali estivesse o fulcro dos malefícios que nos avassala, humilha e apequena.
Alguns ex-amigos do atual presidente – o frei Beto, por exemplo – até escreveram livros após o desencanto com os escândalos do Mensalão, etc., etc. e se desvencilharam dos seus cargos dentro do governo.
No seu livro A Mosca Azul, o frei dominicano reflete e partilha suas observações de ex-assessor especial do presidente da República e coordenador da mobilização social do programa Fome Zero. Tenta entender, à luz de vários filósofos antigos e modernos, ao mesmo tempo em que procura explicar ao leitor, as condições e fatores que operam mudanças substanciais nos corações e mentes de governantes - cultural, humanística e espiritualmente - mal preparados para exercerem o poder.
E completa, nas páginas do seu livro: “Um corrupto é o resultado de pequenas infidelidades. Ele não se faz senão através de detalhes que se lhe acumulam na alma: levar vantagem num negócio, apropriar-se de um bem aparentemente insignificante, trair a confiança alheia. Não é o dinheiro que destrói a sua moral. É a ganância, a arrogância, a convicção de que é mais esperto que os demais.”

Eu Acuso!...

A ABI – Associação Brasileira de Imprensa, que nos seus áureos tempos de atuação, sob a direção hercúlea do insigne jornalista e político Barbosa Lima Sobrinho, combateu os desmandos da ditadura, também de OMISSÃO.
Em nenhum momento a ABI, como entidade, se manifestou contrária aos desmandos e falcatruas que os dirigentes petistas, sob o comando do seu “Líder Maior”, envolveram a nação brasileira.
Enquanto se mantinha alheia e acima deste verdadeiro lodaçal infecto e nauseabundo, muitos jornalistas se incorporavam – de corpo, alma e inspiração -, às hostes governistas, ora endeusando seus dirigentes, ora denegrindo a honra de seus detratores.






Assim, estes jornalistas tendo em suas sujas mãos (não de tinta, obviamente) o poder que lhes confere a mídia escrita e televisiva, não só procuraram minimizar as mais palpáveis acusações de crimes (alguns, até atentatórios à soberania nacional) como, num claro conluio para acobertar atividades nefastas de ministros, até ajudaram a disseminar acusações e suspeitas a personagens de origem tão humilde quanto a do atual “Líder Maior”.
Alguns o fizeram, convictos da justeza de seus ideais sócio-políticos, defendidos nos tempos de chumbo da ditadura. A estes, aguarda a comiseração e o entendimento da posteridade. Mas, à grande maioria, que vendeu seu saber e técnica ao governo para manter seu status quo, sem sequer atentar para a profundidade do poço em que se debruçava a Nação brasileira, a estes aguarda o opróbrio, a infâmia e a repulsa dos seus pósteros.
A bem da verdade, necessário se faz enaltecer a parte sadia da Imprensa brasileira, defendida por jornalistas que, à imagem de Dom Quixote, investiram com suas lanças/penas contra os moinhos da prepotência governamental.
Alguns, por suas posturas heróicas, foram afastados de suas posições de liderança apenas por exercitarem o livre arbítrio, tão importante no exercício da profissão de jornalista. As empresas que os despediram, mesmo com a desculpa de que teriam sofrido represálias econômicas da parte do governo (exatamente como se comportava a ditadura) estão condenadas ao limbo que acolhe os covardes e coniventes.
Às vítimas destas perseguições, lhes aguardará o reconhecimento das gerações futuras e – o que é ainda muito mais importante – restará intocada a HONRA e a DIGNIDADE.

Eu Acuso!...

A ABL – Academia Brasileira de Letras, por sua ALIENAÇÃO e OMISSÃO frente aos acontecimentos que cobrem de vergonha a Nação brasileira.
Abrigados sob a égide da Casa de Machado de Assis, o que seria (e para alguns, até é) a nata da intelectualidade no âmbito do beletrismo, os acadêmicos acomodaram-se, confortavelmente instalados nas poltronas macias dos vetustos salões e aquecidos pelas chávenas, servidas – britanicamente – às 17 horas.
Saciados em seus apetites gastronômicos e em suas vaidades, desfilam pelos corredores envergando seus verdes fardões engalanados de comendas, e esquecem que, aqui fora, estão seus compatriotas. Famélicos, alguns; rotos e esfarrapados outros; indignados e atônitos, uma grande e expressiva parte da sociedade brasileira.
Talvez por terem em seus quadros ex-presidentes da República e atuais senadores em exercício, travestidos de poetas e escritores, se preservem de desagradáveis ilações sobre uma política sórdida e um governo pérfido, podre e incompetente.




Eu Acuso!...

A SBPC – Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, de ALIENAÇÃO e OMISSÃO a respeito dos gravíssimos acontecimentos, alguns perpetrados pelo governo do PT e que enxovalham e amesquinham o Congresso; achincalham e dilaceram as instituições; aviltam e destroem a Ética, como já haviam feito com as Esperanças e a Dignidade da nação brasileira.
Onde estão os cientista políticos? Onde estão os sociólogos? Onde estão os filósofos?
A única voz que ainda se ouve é a da filósofa – Marilene Chauí – uma das ideólogas marxistas do Partido dos Trabalhadores – PT. E o que diz esta senhora?
Em entrevista ao jornal Brasil de Fato (edição nº 143/2005) publicação do PT-SC (que vale a pena ler na íntegra, para que não se diga que a idéia foi deturpada do seu contexto) ela diz, em resposta à pergunta: – Se este governo (do PT – o destaque é meu) não é de esquerda e ainda por cima, agrada às elites, por que vêm com essa ofensiva para cima dele (LULA – o destaque é meu)? Resposta: - “Ah, mas não são as elites. É o PSDB e o PFL. É uma questão eleitoral.” Pergunta: –“Mas eles são as elites”. Resposta: - “Não dêem grandeza política, nem histórica a esta crise. Esta crise é a antecipação da disputa eleitoral. PONTO. PARÁFRAFO”.
Em outro informativo, este do MST – Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra, de 29/12/2005 retiramos um texto publicado na revista Caros Amigos (11/2005), onde a filosofa analisa: -“ Houve a invenção midiática da crise sob a regência dos partidos de oposição na tentativa de um golpe branco. Trata-se de uma luta de classes, ao vivo e em cores (...) Existem problemas graves...Existe a questão da corrupção, existe a questão das reformas que não foram feitas, existem os problemas de política econômica (...) Não se trata de recusar nenhum deles, mas a crise...ela foi criada num momento que alguns julgaram interessante inventá-la. Um produto midiático que avassalou a sociedade inteira.”
Ah, bom! Que susto! Então está tudo bem, se a senhora assim diz...
Invenção midiática...um produto midiático
É assim que a filósofa Marilene Chauí interpreta a catadupa de corrupção, ignomínia e canalhice que nos agride e envergonha:...”um produto midiático...” ou seja: “inventado” pela mídia – a das elites, é claro!
A tudo isso, os cientistas das áreas de Humanas assistiram, quase impassíveis, impenetráveis em suas couraças acadêmicas. E outros, das áreas de Exatas, até aplaudiram e exaltaram a plantação “espacial” de feijão, como o grande feito científico deste início de século.
Salvo honrosas exceções!






Eu acuso!...

A UNE – União Nacional de Estudantes de CÚMPLICES desta verdadeira subversão de valores que se pratica contra o Estado brasileiro.
Esta entidade, representando a classe que – outrora – lutou contra a ditadura, pela volta da Democracia e da restauração da Liberdade, hoje se prostituiu e se aninha sob os tentáculos morais do governo federal, recebendo benesses jamais sonhadas, vendeu-se em troca de um “prato de lentilhas”, na expressão bíblica.
De uma agremiação atuante no campo das liberdades individuais e coletivas, tornou-se participante e conivente com um governo venal e, até mesmo – terrorista -, posto que usuário das mesmas práticas e arbitrariedades que se usou nos cinzas tempos da ditadura militar.

E, finalmente...


Eu acuso!...


O Povo Brasileiro de ASSISTIR, passivo, inerte, estático, apático e até, resignado, o desenrolar do cipoal de acusações fundamentadas de corrupção e várias outras modalidades de crime que a Imprensa – livre de peias –, o Ministério Público e até alguns parlamentares dignos vêm fazendo contra o governo federal, representado pelo presidente da República, senhor Luis Inácio “LULA” da Silva, do Partido dos Trabalhadores – PT.
Acusações de tal modo graves, que levaram o digníssimo Procurador Geral da República, Dr. Antonio Fernando Barros e Silva de Souza, a declarar que “uma verdadeira quadrilha” se abrigou sob o guarda-chuva protetor do governo petista.
Várias – e algumas até defensáveis – são as desculpas para justificar esse estado de inércia que acometeu a sociedade brasileira, frente ao oceano de matéria putrefata produzida por esse governo infame.
Verdadeiras ou não, o certo é que poucas foram as atitudes civilistas de que se pode orgulhar naquele ano de 2005, que marcará a História pátria: o protesto – quase solitário – da “vovó radical”, a senhora Maria de Lourdes Negreiros (76 anos), aos brados de FORA LULA numa manifestação contra a presença do presidente em Fortaleza; do Tenente-Brigadeiro Ivan Frota, presidente do Clube de Aeronáutica do Rio de Janeiro, que cancelou um convite já feito ao vice-presidente e Ministro da Defesa José Alencar, por ter este, apoiado o deputado José Dirceu, recém cassado por atos atentatórios à dignidade dos cidadãos honrados; da alagoana de 80 anos, cujo nome é desconhecido por ela estar sob proteção da Justiça, ex-empregada doméstica aposentada que filmou, na Ladeira dos Tabajaras, Rio, a suas próprias custas






e riscos, cenas de parceria PM/traficantes, que resultaram na prisão de vários facínoras, inclusive PMs; do deputado-federal Fernando Gabeira, do Partido Verde (PV-RJ) que, da tribuna da Câmara afrontou, com palavras duras, o nefasto e corrupto presidente da Casa Legislativa, deputado Severino Cavalcanti (PP-PE), que acabou renunciando.
Claro está, que a responsabilidade cívica dos cidadãos deve ser considerada a partir da premissa de que, aos mais instruídos e informados caberá um grau maior.
Espero e confio que nos meses dramáticos que se avizinham, onde certamente se delinearão os horizontes de um novo porvir, os envolvidos neste libelo acusatório possam refletir, superar as inibições e se posicionar, contribuindo com o fortalecimento das instituições e com o restabelecimento da Ética e Decoro, em defesa da Honra, da Dignidade e da Democracia.

Pois, como nos ensinou o impoluto patriota Rui Barbosa: - “A Pátria não é ninguém; são todos...”


Yves Hublet é escritor e teatrólogo



Brasília, abril/2006

quarta-feira, fevereiro 22, 2006

O ANALFABETO POLÍTICO

"O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem de decisões políticas. O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia política. Não sabe o imbecil que da sua ignorância política nasce a prostituta, o menor abandonado, o assaltante e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra, o corrupto e lacaio das empresas nacionais e multinacionais." Bertold Brecht

terça-feira, fevereiro 21, 2006

Palavras de Rui Barbosa

" A Pátria não é ninguém: são todos;
e cada qual tem no seio dela o mesmo
direito à idéia, à palavra e à associação."

Coluna do Absurdo nº 1


“Dia do Trabalho”

Sou brasileiro, natural de Curitiba, PR (onde morei até pouco tempo), eleitor, aposentado, idoso e, talvez por ter nascido na primeira metade do século passado, não me conformo com certas atitudes dos meus patrícios e costumo ir às últimas conseqüências, para modificá-las – se for o caso – ou entendê-las e aceitá-las.

Neste caso, que tratarei agora, resta-me somente a alternativa de vir aos jornais para dividir com os leitores a indignação e – se possível – encontrar uma solução para o problema (grave, em sua essência).

Eis o fato: existem duas lixeiras em frente ao meu prédio, na Asa Norte de Brasília, uma para o lixo seco e outra para o orgânico. Ambas possuem tampas que deverão SEMPRE permanecer fechadas para evitar a água da chuva com conseqüente fermentação dos resíduos e proliferação de bactérias, moscas e outros vetores transmissores de moléstias, além da exalação de humores fétidos, etc., etc. Enfim, uma questão até de Saúde Pública.

Parece fácil entender que tais lixeiras deverão SEMPRE permanecer fechadas, não?

Pois este não é o entendimento dos coletores de lixo que, muitas vezes, deixam-nas abertas após executarem as seguintes tarefas: prender as caçambas ao guincho do caminhão da coleta; acionar o mecanismo que as faz despejar seu conteúdo; retirar as caçambas do guincho.

E esta falha continua, após vários e veementes apelos e reclamações telefônicas ao Serviço de Limpeza Urbana – SLU. Até mesmo o oferecimento de palestra (grátis) aos coletores - já que escrevo sobre educação ambiental- foi ignorado. A idéia era mostrar-lhes a importância do seu trabalho junto à comunidade, ressaltando a dignidade do seu serviço, etc, etc.

A empresa contratada (certamente por muitos $$$) para fazer este serviço terceirizado é a QUALIX AMBIENTAL (belo nome!) que não treina seus funcionários para completarem a quarta e última simples operação, fechando as tampas das caçambas, nem fiscaliza a excelência do serviço prestado.

NÃO também é a resposta de quem – em segundo lugar (o primeiro é nosso, do usuário) – deveria se preocupar em mantê-las fechadas: o Poder Público, ou seja, o Governo do Distrito Federal, que se limita a mandar simpáticos assessores se desculparem do incomodo e prometerem soluções, que não acontecem, pois eles não têm poderes junto à QUALIX.

Triste país este nosso, onde se reclama da falta de emprego e, aqueles que o tem, são mal treinados para exercê-lo e o fazem sem a menor motivação, nem dignificação da profissão ou sentimento de cidadania.
Brasília, /2005



C/C : PRODEMA – Promotoria de Defesa do Meio Ambiente do GDF.